Leis de Kirchhoff: lei dos nós e lei das malhas com exemplos resolvidos
Leis de Kirchhoff explicadas: lei das correntes (LCK) e lei das tensões (LTK), nós, laços e regras de sinal, 3 circuitos resolvidos e conferidos com Arduino e multímetro.
As leis de Kirchhoff são as duas regras básicas que descrevem como as correntes e as tensões se distribuem em um circuito elétrico. A lei das correntes de Kirchhoff (LCK), também chamada de lei dos nós (em inglês, KCL), diz: a soma das correntes que entram em um nó é igual à soma das correntes que saem dele. A lei das tensões de Kirchhoff (LTK), ou lei das malhas (em inglês, KVL), diz: se você percorrer um laço fechado inteiro, a soma com sinais das tensões que encontrar é zero. O físico alemão Gustav Kirchhoff publicou essas duas regras em 1845, quando ainda era estudante universitário; hoje toda análise de circuitos, de um simples LED à placa-mãe do seu celular, se apoia nessas duas frases.
A lei de Ohm dá a relação entre a tensão, a corrente e a resistência de um único componente; as leis de Kirchhoff levam em conta como esses componentes estão ligados entre si. Usadas juntas, elas permitem resolver circuitos com vários ramos, e até com várias fontes de alimentação, só com papel e caneta. Neste artigo você vai encontrar os conceitos de nó e laço, a convenção de sinais que mais confunde as pessoas, três circuitos resolvidos passo a passo, um experimento que confirma as leis por medição com Arduino, ESP32 e Raspberry Pi Pico, a conferência com multímetro e os erros que os estudantes mais cometem.

O que são as leis de Kirchhoff? Nós, ramos e laços
Antes de aplicar as leis de Kirchhoff, você precisa ler o circuito corretamente, e quatro conceitos bastam para isso. Um nó é um ponto onde três ou mais componentes se encontram; todos os terminais encaixados na mesma fileira da protoboard formam um único nó, porque se considera que um fio ideal tem resistência zero. Um ramo é o caminho entre dois nós por onde passa uma única corrente; um ramo pode ter um componente ou vários em série. Um laço é um caminho fechado que começa em um nó, segue pelos ramos e volta ao mesmo nó. Os menores laços, que não contêm nenhum outro laço dentro deles, são chamados de malhas. Se você tem dificuldade para ler esquemas, dê uma olhada antes em Como ler um esquema de circuito.
| Termo | Definição | Exemplo em um circuito com Arduino |
|---|---|---|
| Nó | Um ponto onde três ou mais componentes se encontram | O ponto central onde os dois resistores de um divisor de tensão e a carga se encontram (nó A do Exemplo 2) |
| Ramo | O caminho entre dois nós por onde passa uma única corrente | O caminho formado por um pino digital, um resistor de 220 Ω e um LED |
| Laço | Um caminho fechado que volta ao nó de onde partiu | 5V → resistor → LED → GND → 5V |
| Malha | O menor laço, sem nenhum outro laço dentro dele | O anel entre dois ramos de LED ligados em paralelo |
| Nó de referência | O ponto de 0 V a partir do qual medimos as tensões | O pino GND do Arduino |
Lei das correntes de Kirchhoff (LCK): a corrente que entra é igual à que sai
A fórmula da lei das correntes é ΣI que entra = ΣI que sai. Você também pode escrever a mesma coisa como ΣI = 0, contando as correntes que entram como positivas e as que saem como negativas. Por trás da lei está a conservação da carga: os elétrons não podem se acumular em um nó nem surgir do nada, então toda a carga que entra em um ponto tem que sair dele no mesmo instante. Pense na água em canos: se um cano que leva 30 litros por minuto se divide em dois e 10 litros passam por um dos ramos, exatamente 20 litros precisam passar pelo outro. A eletricidade funciona do mesmo jeito: quando uma corrente de 30 mA se divide em dois ramos e um deles puxa 10 mA, o outro puxa 20 mA.
Vamos praticar com um exemplo. I1 = 50 mA e I2 = 20 mA entram em um nó e I3 = 15 mA sai; procuramos a corrente I4 em um quarto fio e supomos que ela também sai. Pela LCK, 50 + 20 = 15 + I4, então I4 = 55 mA. Se você tivesse suposto que I4 entra no nó, a equação seria 50 + 20 + I4 = 15, o que dá I4 = −55 mA. O sinal de menos não é um erro; ele só diz que a corrente flui no sentido oposto ao que você supôs. Você encontra essa lei todos os dias em projetos com Arduino: a corrente total que sai do pino 5V da placa é a soma das correntes de todos os sensores, LEDs e módulos ligados nessa linha. O cálculo que você faz ao escolher uma fonte de alimentação é, na verdade, um cálculo de LCK.
Lei das tensões de Kirchhoff (LTK): a soma em um laço fechado é zero
A fórmula da lei das tensões é ΣV = 0: ao percorrer um laço fechado, a soma das elevações de tensão fornecidas pelas fontes é igual à soma das quedas de tensão nos resistores e nos outros componentes. Isso vem da conservação da energia. Pense em uma trilha na montanha: se você sobe um morro e desce por caminhos diferentes até o ponto de partida, a sua variação total de altura é zero. No circuito, a fonte de alimentação eleva as cargas a uma certa “altura”, e os resistores e LEDs gastam essa altura passo a passo; quando você volta ao ponto de partida, a soma fecha em zero.
A LTK tem duas consequências importantes. Primeiro, as tensões dos componentes em série somam a tensão da fonte: se três resistores em série com uma bateria de 9 V têm quedas de 2 V, 3 V e 4 V, a soma é exatamente 9 V. Segundo, todos os ramos ligados em paralelo entre os mesmos dois nós têm a mesma tensão, porque dois desses ramos formam juntos um laço, e a tensão que cai em um tem que ser igual à que cai no outro. Todas as regras de Resistores em série e em paralelo são, na verdade, casos particulares dessas duas leis.
A convenção de sinais: escolhendo sentidos e mais ou menos
A maioria dos erros com as leis de Kirchhoff vem dos sinais. A regra é simples, mas precisa ser aplicada com consistência. Primeiro, suponha um sentido de corrente para cada ramo e marque-o com uma seta no esquema; você não precisa acertar o sentido. Depois, escolha um sentido de percurso para cada laço (normalmente o horário) e, ao percorrer o laço nesse sentido, escreva a tensão de cada componente que encontrar de acordo com a tabela abaixo. A convenção que usamos neste artigo é: elevações de tensão são positivas, quedas de tensão são negativas.
| Componente | Sentido de percurso | O que você escreve na equação da LTK |
|---|---|---|
| Resistor | No mesmo sentido da corrente suposta | −I × R (a tensão cai) |
| Resistor | Contra a corrente suposta | +I × R (a tensão sobe) |
| Fonte de tensão (bateria, adaptador) | Do − para o + | +V |
| Fonte de tensão (bateria, adaptador) | Do + para o − | −V |
| LED ou diodo (conduzindo) | Do ânodo para o cátodo | −Vf (queda aproximadamente constante) |
Como aplicar as leis de Kirchhoff com a lei de Ohm, passo a passo
- Desenhe o circuito; identifique os nós com letras (A, B…), dê nomes aos resistores e às fontes e escolha o GND como nó de referência.
- Defina uma corrente para cada ramo (I1, I2, I3…) e indique o sentido dela com uma seta.
- Se houver n nós, escreva a equação da LCK para quaisquer n − 1 deles.
- Se houver b ramos, escreva a equação da LTK para b − n + 1 laços independentes (normalmente as malhas).
- Escreva as tensões dos resistores como I × R usando a lei de Ohm, para que as únicas incógnitas restantes sejam as correntes.
- Resolva o sistema de equações por substituição ou por eliminação; se você trabalhar com kΩ e mA, os resultados saem diretamente em volts.
- Confira a resposta: verifique se a LTK vale em um laço que você não usou e se a potência entregue pelas fontes é igual à potência dissipada nos resistores.
Por que esse número de equações? Cada corrente de ramo é uma incógnita, então há b incógnitas. Se você escrever a LCK para todos os n nós, a última pode ser deduzida das outras, por isso só n − 1 delas trazem informação nova. A LTK fornece as b − (n − 1) equações restantes. Os métodos de análise nodal e análise de malhas que você vai ver nas aulas são apenas aplicações organizadas dessas duas leis: na análise nodal você escreve a LCK em função das tensões dos nós, e na análise de malhas escreve a LTK em função das correntes de malha. A calculadora da lei de Ohm e a ferramenta de resistores em série e paralelo agilizam as contas.
Exemplo 1: circuito em série com um LED e um resistor
Quando um pino digital do Arduino está em HIGH, ele fornece 5 V. Ligamos um resistor de 220 Ω a esse pino e um LED vermelho à outra ponta do resistor, com o cátodo do LED indo para o GND. O circuito tem um único ramo e um único laço, então uma equação da LTK basta. Vamos considerar a tensão direta do LED vermelho como Vf ≈ 2,0 V. Partindo do GND e percorrendo o laço no sentido da corrente: o pino dá +5 V, o resistor −220 × I e o LED −2,0 V. A equação é 5 − 220 × I − 2,0 = 0, o que dá I = 3,0 / 220 = 13,6 mA. Caem 3,0 V no resistor e 2,0 V no LED; juntos, eles somam os 5 V da fonte.
| Componente | Tensão | Corrente | Potência |
|---|---|---|---|
| Pino do Arduino (fonte) | +5,0 V | 13,6 mA | Fornece 68,2 mW |
| Resistor de 220 Ω | −3,0 V | 13,6 mA | Dissipa 40,9 mW |
| LED vermelho | −2,0 V | 13,6 mA | Dissipa 27,3 mW |
| Total (LTK e balanço de potência) | 0 V | — | 68,2 = 40,9 + 27,3 mW |
Em um circuito real, o resultado é um pouco diferente. A tensão de saída de um pino do Arduino Uno cai um pouco à medida que ele fornece corrente; neste circuito o pino desce para cerca de 4,7–4,8 V e a corrente fica em torno de 12,5 mA; a tensão direta do LED também varia com a cor e com a corrente. Mesmo assim, o método é o mesmo: monte a equação de Kirchhoff e escreva a tensão do resistor com a lei de Ohm. Explicamos em O que é LED? por que um LED não tem uma resistência fixa e deve ser tratado como uma queda de tensão aproximadamente constante. Você encontra o resistor certo para qualquer cor em segundos com a calculadora de resistor para LED.
Exemplo 2: divisor de tensão com ramos em paralelo
Agora um circuito um pouco mais realista: a alimentação de 5 V passa primeiro por R1 = 1 kΩ e chega ao nó A. Do nó A saem dois ramos: um vai ao GND por R2 = 2,2 kΩ, o outro por R3 = 3,3 kΩ. Isso é um divisor de tensão com uma carga ligada sobre o resistor de baixo. A única tensão de nó desconhecida é VA. Vamos escrever a LCK no nó A: a corrente que vem por R1 é igual à soma das correntes que vão para R2 e R3. Escrevendo as correntes em função da tensão com a lei de Ohm (em kΩ e mA), obtemos (5 − VA) / 1 = VA / 2,2 + VA / 3,3. O lado direito é VA × 0,7576, então a equação fica 5 = VA × 1,7576 e VA ≈ 2,845 V.
| Grandeza | Cálculo | Resultado |
|---|---|---|
| I1 (por R1) | (5 − 2,845) / 1 kΩ | 2,155 mA |
| I2 (por R2) | 2,845 / 2,2 kΩ | 1,293 mA |
| I3 (por R3) | 2,845 / 3,3 kΩ | 0,862 mA |
| Verificação da LCK | I2 + I3 | 2,155 mA = I1 |
| Balanço de potência | 5 V × 2,155 mA | 10,78 mW = 4,64 + 3,68 + 2,45 mW |
Agora vamos conferir com a LTK. Na malha da esquerda, formada pela fonte, R1 e R2 (5 V → R1 → R2 → GND), temos 5 − 2,155 − 2,845 = 0. Na malha da direita, formada por R2 e R3, os dois resistores têm a mesma tensão (2,845 V) e a diferença é zero; é por isso que ramos em paralelo têm a mesma tensão. Você chega ao mesmo resultado pela resistência equivalente: R2 ∥ R3 = 1,32 kΩ, o total é 2,32 kΩ e 5 / 2,32 = 2,155 mA. A lição prática deste exemplo: antes de R3 ser ligado, a saída do divisor é 5 × 2,2 / 3,2 ≈ 3,44 V; com a carga ligada, ela cai para 2,845 V. A fórmula do divisor de tensão só é correta quando nenhuma corrente é puxada da saída; quando você acrescenta uma carga, precisa refazer o cálculo com a LCK. Para uma conferência rápida, use a calculadora de divisor de tensão.
Exemplo 3: circuito com duas fontes e uma corrente negativa
A verdadeira força das leis de Kirchhoff aparece em circuitos que não podem ser resolvidos por redução série-paralelo. À esquerda, uma fonte V1 = 9 V está ligada a um nó comum A por R1 = 1 kΩ; à direita, uma fonte V2 = 5 V está ligada ao mesmo nó por R2 = 1 kΩ; do nó A, um resistor de carga R3 = 2 kΩ desce até o GND. Os terminais negativos das duas fontes estão no GND. Vamos supor as correntes assim: I1 e I2 fluem das fontes em direção a A, e I3 flui de A para o GND. Com dois nós (A e GND) e três ramos, vamos escrever 1 equação de LCK e 2 de LTK (em kΩ e mA):
- LCK (nó A): I1 + I2 = I3
- LTK (malha da esquerda): 9 − 1 × I1 − 2 × I3 = 0
- LTK (malha da direita): 5 − 1 × I2 − 2 × I3 = 0
Substituindo I3 por I1 + I2, a malha da esquerda fica 3 × I1 + 2 × I2 = 9 e a da direita, 2 × I1 + 3 × I2 = 5. Multiplique a primeira equação por 3 e a segunda por 2, subtraia uma da outra e você obtém 5 × I1 = 17, então I1 = 3,4 mA. Substituindo de volta, chega-se a I2 = −0,6 mA e I3 = 2,8 mA. O I2 negativo mostra que a corrente não flui da fonte de 5 V para A, e sim de A para o terminal positivo da fonte de 5 V: a fonte de 9 V está alimentando a carga e também empurrando 0,6 mA para dentro da fonte de 5 V. Vamos conferir pelo balanço de potência: V1 fornece 9 × 3,4 = 30,6 mW; R1 dissipa 11,56 mW, R2 0,36 mW e R3 15,68 mW, enquanto V2 absorve 5 × 0,6 = 3 mW. O total é de novo 30,6 mW, então a solução está correta. O laço externo, que não usamos, também fecha: 9 − 3,4 − 0,6 − 5 = 0.
Confirmando as leis de Kirchhoff por medição com Arduino
Para ver a teoria em um experimento, vamos juntar um divisor de tensão e um LED no mesmo circuito. Saia do pino 5V e passe por R1 = 330 Ω até o ponto A. Do ponto A saem dois ramos: um vai ao GND por R2 = 2,2 kΩ, o outro passa por R3 = 220 Ω até o ponto B e de lá vai ao ânodo de um LED vermelho; o cátodo do LED vai ao GND. A placa vai ler as tensões nos pontos A e B pelas entradas analógicas, calcular a corrente de cada resistor com a lei de Ohm e mostrar se a LCK vale no nó A. Primeiro, uma previsão: tratando o LED como uma queda constante de 1,9 V e escrevendo a LCK no nó A, a equação (5 − VA) / 330 = VA / 2200 + (VA − 1,9) / 220 dá VA ≈ 2,96 V, I1 ≈ 6,2 mA, I2 ≈ 1,35 mA e I3 ≈ 4,8 mA.
| Ponto do circuito | Arduino Uno | ESP32 | Raspberry Pi Pico |
|---|---|---|---|
| Alimentação (ponta de cima de R1) | 5V | 3V3 | 3V3(OUT), pino 36 |
| Ponto A (junção de R1, R2 e R3) | A0 | GPIO 34 | GP26 (ADC0) |
| Ponto B (R3 e ânodo do LED) | A1 | GPIO 35 | GP27 (ADC1) |
| Ponta de baixo de R2 e cátodo do LED | GND | GND | GND |
1// Kirchhoff yasalarını ölçerek doğrulama / Verifying Kirchhoff's laws by measurement
2// Besleme -> R1 (330) -> A ; A -> R2 (2.2k) -> GND ; A -> R3 (220) -> B -> LED -> GND
3// Supply -> R1 (330) -> A ; A -> R2 (2.2k) -> GND ; A -> R3 (220) -> B -> LED -> GND
4
5#if defined(ARDUINO_ARCH_ESP32)
6const float VCC = 3.30; // 3V3 pininde ölçtüğün gerilim / voltage you measured on 3V3
7const int PIN_A = 34; // ADC1, yalnız giriş / ADC1, input only
8const int PIN_B = 35;
9float readVolts(int pin) {
10 return analogReadMilliVolts(pin) / 1000.0; // kalibre edilmiş okuma / calibrated reading
11}
12#else
13const float VCC = 5.00; // 5V pininde ölçtüğün gerilim / voltage you measured on 5V
14const int PIN_A = A0;
15const int PIN_B = A1;
16float readVolts(int pin) {
17 return analogRead(pin) * VCC / 1023.0; // 10 bit ADC, referans 5V / 5V reference
18}
19#endif
20
21const float R1 = 330.0; // ohm
22const float R2 = 2200.0;
23const float R3 = 220.0;
24
25float averageVolts(int pin) { // 16 okumanın ortalaması / average of 16 readings
26 float sum = 0;
27 for (int i = 0; i < 16; i++) {
28 sum += readVolts(pin);
29 }
30 return sum / 16.0;
31}
32
33void setup() {
34 Serial.begin(115200);
35}
36
37void loop() {
38 float vA = averageVolts(PIN_A);
39 float vB = averageVolts(PIN_B);
40
41 float vR1 = VCC - vA; // R1 gerilimi / voltage across R1
42 float vR2 = vA; // R2 gerilimi / voltage across R2
43 float vR3 = vA - vB; // R3 gerilimi / voltage across R3
44 float vLed = vB; // LED gerilimi / voltage across the LED
45
46 float i1 = vR1 / R1 * 1000.0; // Ohm kanunu, mA / Ohm's law, mA
47 float i2 = vR2 / R2 * 1000.0;
48 float i3 = vR3 / R3 * 1000.0;
49
50 // KAY: A düğümüne giren = çıkan / KCL: into node A = out of node A
51 Serial.print(F("I1 = "));
52 Serial.print(i1, 2);
53 Serial.print(F(" mA I2 + I3 = "));
54 Serial.print(i2 + i3, 2);
55 Serial.print(F(" mA fark / error = "));
56 Serial.print(i1 - i2 - i3, 3);
57 Serial.println(F(" mA"));
58
59 // KGY: dış çevre / KVL: outer loop
60 Serial.print(F("VR1 + VR3 + VLED = "));
61 Serial.print(vR1, 2);
62 Serial.print(F(" + "));
63 Serial.print(vR3, 2);
64 Serial.print(F(" + "));
65 Serial.print(vLed, 2);
66 Serial.print(F(" = "));
67 Serial.print(vR1 + vR3 + vLed, 2);
68 Serial.print(F(" V kaynak / supply = "));
69 Serial.print(VCC, 2);
70 Serial.println(F(" V"));
71
72 // KGY: paralel kollar aynı gerilimde / KVL: parallel branches share one voltage
73 Serial.print(F("VR2 = "));
74 Serial.print(vR2, 2);
75 Serial.print(F(" V VR3 + VLED = "));
76 Serial.print(vR3 + vLed, 2);
77 Serial.println(F(" V"));
78 Serial.println();
79 delay(2000);
80}O código lê cada ponto 16 vezes e tira a média das leituras, o que suaviza pequenas flutuações do ADC. No Arduino Uno, analogRead() retorna um número de 0 a 1023 e a referência é a linha de 5V, então cada passo vale cerca de 4,9 mV. Na parte do ESP32, a função analogReadMilliVolts() retorna o valor calibrado diretamente em milivolts; GPIO 34 e 35 são pinos somente de entrada que pertencem à unidade ADC1, que continua funcionando com o Wi-Fi ligado. Graças à linha #if, o mesmo código compila nas duas placas. Com o Monitor Serial em 115200 baud, no Uno você vai ver uma linha como “I1 = 6.17 mA I2 + I3 = 6.17 mA”. O erro da LCK fica perto de zero, mas não exatamente zero; normalmente fica abaixo de 0,3 mA e vem da tolerância de 1–5% dos resistores e do tamanho dos passos do ADC. No ESP32, em 3,3 V, I1 fica em cerca de 3,1 mA e o LED brilha mais fraco.
O mesmo experimento com o Raspberry Pi Pico (MicroPython)
No Pico, alimente o circuito pelo pino 3V3(OUT); ligue o ponto A ao GP26 e o ponto B ao GP27. O ADC do Pico retorna um valor de 0 a 65535 com read_u16() e a referência é de cerca de 3,3 V, então multiplicar o valor bruto por 3,3 e dividir por 65535 dá a tensão. Em 3,3 V sobra menos tensão para os resistores, por isso as correntes são menores: considerando o LED como 1,8 V, espere VA ≈ 2,26 V, I1 ≈ 3,1 mA, I2 ≈ 1,0 mA e I3 ≈ 2,1 mA. Se você ainda não configurou o seu Pico, siga os passos do Thonny em O que é o Raspberry Pi Pico?.
1from machine import ADC, Pin
2import time
3
4VCC = 3.3 # 3V3(OUT) pininde ölçtüğün gerilim / voltage you measured on 3V3(OUT)
5R1, R2, R3 = 330, 2200, 220 # ohm
6adc_a = ADC(Pin(26)) # GP26 = ADC0, A noktası / node A
7adc_b = ADC(Pin(27)) # GP27 = ADC1, B noktası / node B
8
9def volts(adc):
10 total = 0
11 for _ in range(16): # 16 okumanın ortalaması / average of 16 readings
12 total += adc.read_u16()
13 return total / 16 * VCC / 65535
14
15while True:
16 v_a = volts(adc_a)
17 v_b = volts(adc_b)
18 i1 = (VCC - v_a) / R1 * 1000 # Ohm kanunu, mA / Ohm's law, mA
19 i2 = v_a / R2 * 1000
20 i3 = (v_a - v_b) / R3 * 1000
21 # KAY: A düğümüne giren = çıkan / KCL: into node A = out of node A
22 print("I1 = {:.2f} mA I2 + I3 = {:.2f} mA fark / error = {:.3f} mA".format(i1, i2 + i3, i1 - i2 - i3))
23 print("VR1 = {:.2f} V VR2 = {:.2f} V VR3 = {:.2f} V VLED = {:.2f} V".format(VCC - v_a, v_a, v_a - v_b, v_b))
24 time.sleep(2)Conferindo as leis na prática com um multímetro

Um multímetro permite ver as leis de Kirchhoff por medição direta, sem escrever nenhuma linha de código. Para a LTK, gire a chave seletora para tensão contínua (DCV); meça primeiro a tensão da fonte e depois a de cada componente do laço, um por um. Se você sempre colocar a ponta de prova vermelha no terminal que vem primeiro no seu sentido de percurso e a preta no seguinte, os sinais saem certos automaticamente. Para a LCK, você precisa abrir o circuito: encaixe o cabo vermelho no borne mA, desconecte em um ponto o ramo que quer medir e ligue o multímetro em série nessa abertura. Um jeito mais prático é medir a tensão de um resistor e dividir pelo valor dele para obter a corrente; assim você nunca abre o circuito. Explicamos as escalas e o fusível em detalhes em Como usar um multímetro.
| Medição | Onde vão as pontas de prova | Esperado (com 5,00 V) |
|---|---|---|
| Fonte | 5V e GND | 5,00 V |
| V_R1 | 5V e ponto A | ≈ 2,04 V |
| V_R2 | Ponto A e GND | ≈ 2,96 V |
| V_R3 | Pontos A e B | ≈ 1,06 V |
| V_LED | Ponto B e GND | ≈ 1,90 V |
| Verificação da LTK | V_R1 + V_R3 + V_LED | 2,04 + 1,06 + 1,90 = 5,00 V |
| Verificação da LCK (escala de mA) | I1 comparado com I2 + I3 | ≈ 6,18 mA = 1,35 + 4,83 mA |
Não espere que as suas medidas batam exatamente com o cálculo; diferenças de 2–5% são normais. Há quatro motivos: a tolerância dos resistores (5% nos de faixa dourada, 1% nos de faixa marrom), a precisão do próprio multímetro (cerca de 0,5% mais alguns dígitos em tensão contínua nos modelos baratos), a resistência interna do aparelho na escala de mA (de alguns ohms até 10 Ω; como fica em série com o ramo, ela reduz um pouco a corrente) e a variação da tensão direta do LED com a temperatura. Na escala de tensão, a resistência de entrada do multímetro costuma ser de 10 MΩ, então o efeito dela em circuitos de kΩ é desprezível. Se a diferença passar de 10%, talvez o valor de um resistor tenha sido lido errado, uma conexão esteja frouxa ou fileiras da protoboard estejam trocadas; confira com o esquema de ligações internas em O que é uma protoboard?.
Onde as leis de Kirchhoff são úteis? Ideias de projetos
- Orçamento de potência: some a corrente de cada módulo do seu projeto (LCK) e confira se o adaptador ou a bateria consegue fornecê-la; use a calculadora de autonomia da bateria para estimar o tempo de funcionamento.
- Voltímetro com Arduino: monte um divisor de tensão que mede de 0 a 25 V e leve em conta a carga da entrada analógica com a LCK; os passos estão em Como fazer um voltímetro com Arduino.
- Painel com vários LEDs: dê a cada LED o seu próprio resistor, calcule a corrente total e confira se ela fica dentro dos limites do pino e do regulador.
- Medidor de luz com LDR: um LDR e um resistor fixo formam um divisor de tensão; a partir da tensão medida, calcule de volta a resistência do LDR com a LTK (sensor de luz LDR).
- Ponte de Wheatstone: em uma ponte de quatro resistores, a tensão entre os dois pontos centrais é zero quando R1 / R2 = R3 / R4; as células de carga funcionam com esse princípio (célula de carga HX711).
- Medindo corrente com um resistor shunt: coloque um resistor pequeno, como 1 Ω, na linha da carga, meça a tensão sobre ele e encontre a corrente do circuito com I = V / R; para correntes maiores, um sensor de corrente ACS712 é mais adequado.
Erros comuns dos estudantes e como corrigi-los
- Mudar a convenção de sinais no meio de um laço: escrever uma queda como negativa e outra como positiva estraga a equação. Escolha o sentido de percurso no início e siga a regra da tabela.
- Achar que uma corrente negativa é um erro: uma corrente que dá negativa simplesmente flui no outro sentido. Não é preciso resolver o circuito de novo; use o valor com o sinal.
- Escrever equações demais ou repetidas: escrever a LCK para todos os n nós não acrescenta uma equação independente. Fique com n − 1 equações de LCK e b − n + 1 de LTK, e não escreva o mesmo laço duas vezes.
- Misturar unidades: multiplicar ohms por miliampères dá milivolts, não volts. Escreva tudo em V, A e Ω ou tudo em V, mA e kΩ.
- Tratar um LED como um resistor: um LED não tem resistência fixa; quando conduz, ele se comporta como uma queda de tensão aproximadamente constante (1,8–2,2 V no vermelho). Escreva-o como −Vf na LTK.
- Supor que a fonte é ideal: os 5 V da USB normalmente ficam entre 4,75 e 5,25 V, e uma bateria tem resistência interna. Use nos cálculos o valor que você mediu, em vez de 5 V.
- Esquecer o GND comum: se os GNDs de dois circuitos alimentados por fontes diferentes não estiverem ligados, não há uma referência compartilhada entre eles e as medidas não fazem sentido. Os detalhes estão em GND e terra comum.
- Ligar o amperímetro em paralelo ou o voltímetro em série: a corrente sempre se mede em série, abrindo o circuito, e a tensão sempre em paralelo, sobre o componente.
As leis de Kirchhoff são só duas frases, mas estão por baixo de tudo o que você calcula em eletrônica: a corrente não some em um nó, e as tensões somam zero ao longo de um laço. Usadas junto com a lei de Ohm, elas permitem resolver qualquer questão passo a passo, de resistores para LED e divisores de tensão com carga a circuitos com duas fontes e orçamentos de potência. Se quiser testar o que aprendeu em um circuito real, dê uma olhada nos projetos de acender um LED, medir luz com LDR e voltímetro digital com display LCD no app BlueGrays; cada um mostra o esquema do circuito e o código passo a passo, então você pode deixar o multímetro do lado e comparar as suas leituras com os cálculos daqui.
Perguntas frequentes
O que é a lei das correntes de Kirchhoff?
A lei das correntes de Kirchhoff (LCK), ou lei dos nós, afirma que a soma das correntes que entram em um nó é igual à soma das correntes que saem dele. Ela se baseia na conservação da carga: a carga não pode se acumular nem desaparecer em um ponto. Por exemplo, se uma corrente de 30 mA se divide em dois ramos e um deles puxa 10 mA, o outro puxa 20 mA.
O que é a lei das tensões de Kirchhoff?
A lei das tensões de Kirchhoff (LTK), ou lei das malhas, afirma que a soma com sinais das tensões ao longo de qualquer laço fechado é zero. Em outras palavras, a tensão fornecida pela fonte é igual à soma das quedas de tensão nos componentes desse laço. Em um circuito de 5 V, se o resistor tem uma queda de 3 V, sobram 2 V para o LED.
Qual é a diferença entre as leis de Kirchhoff e a lei de Ohm?
A lei de Ohm (V = I × R) descreve a relação entre a tensão, a corrente e a resistência de um único resistor. As leis de Kirchhoff descrevem como os componentes estão ligados: como as correntes se dividem nos nós e como as tensões se somam ao longo dos laços. Para resolver um circuito você usa as duas: monta as equações de Kirchhoff e escreve as tensões dos resistores com a lei de Ohm.
O que significa uma corrente negativa nas leis de Kirchhoff?
Uma corrente negativa não quer dizer que a sua solução está errada; quer dizer que a corrente flui no sentido oposto ao que você supôs no início. O valor absoluto está correto, então basta inverter a seta no esquema. Você pode continuar usando o valor com o sinal em outros cálculos, sem resolver o circuito de novo.
Quantas equações preciso escrever com as leis de Kirchhoff?
Se um circuito tem b ramos e n nós, há b correntes desconhecidas. Você escreve a lei das correntes para n − 1 nós e a lei das tensões para b − n + 1 laços independentes, de modo que o número de equações fica igual ao número de incógnitas. Por exemplo, um circuito com 3 ramos e 2 nós precisa de 1 equação de LCK e 2 de LTK.
As leis de Kirchhoff valem para circuitos de corrente alternada?
Sim, elas sempre valem para os valores instantâneos. Porém, em circuitos CA com capacitores e indutores, você não pode simplesmente somar tensões eficazes (RMS); é preciso somá-las levando em conta as fases, com fasores ou números complexos. Em frequências muito altas e em linhas de transmissão longas, a forma simples das leis dá lugar a modelos de ondas.
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